UR in Latam: O Avanço dos Bancos Descentralizados

A América Latina vive um momento singular dentro do ecossistema cripto. O debate sobre inclusão financeira voltou ao centro das discussões globais, e a região se consolidou como o maior laboratório do mundo para inovação em pagamentos digitais, stablecoins e infraestrutura financeira alternativa. Durante a Devconnect, isso ficou ainda mais evidente: o olhar internacional se voltou para países onde inflação alta, instabilidade política e sistemas bancários caros e burocráticos fazem parte da rotina. Para milhões de latino-americanos, cripto não é uma aposta futurista, é uma resposta prática às urgências de proteger patrimônio, realizar transações internacionais e acessar serviços antes restritos a uma minoria.

Esse contexto abre espaço para um movimento ainda maior: a ascensão dos bancos descentralizados. Soluções que unem a familiaridade das fintechs com o poder da auto custódia e da infraestrutura on-chain começam a ganhar tração, impulsionadas pela necessidade real do continente e pela maturidade crescente do mercado global. É nesse ponto de encontro, entre demanda estrutural e avanço tecnológico, que o UR se posiciona.

Construído para resolver dores históricas da região, o UR surge como uma camada global de pagamentos, rendimento e acesso universal, traduzindo o potencial do DeFi em um produto simples, seguro e utilizável por qualquer pessoa.

O avanço dos bancos descentralizados é resultado direto de duas forças que hoje são impossíveis de ignorar.

A primeira é a limitação das experiências tradicionais do universo cripto. Mesmo com os enormes avanços dos últimos anos, a curva de aprendizado ainda é alta o suficiente para afastar milhões de pessoas que poderiam se beneficiar da tecnologia. Soluções que simplificam operações, permitem depósitos e saques bancários, oferecem cartões, integram stablecoins e ainda entregam rendimento em dólar tornam a ponte entre o sistema financeiro tradicional e o on-chain muito mais acessível e finalmente utilizável no dia a dia.

A segunda força é o crescimento acelerado da América Latina dentro da economia cripto global. De acordo com o relatório anual da Chainalysis, a região já é a segunda maior em adoção de criptomoedas no mundo, impulsionada por condições políticas e econômicas que moldam o comportamento financeiro da população. Inflação alta, dificuldade de acesso ao dólar e serviços bancários caros transformaram stablecoins e pagamentos descentralizados em ferramentas práticas não em experimentos.

Os números mostram essa realidade com clareza: inflação acumulada de 31,3% na Argentina, 22,23% na Bolívia e 4,68% no Brasil, segundo dados recentes de institutos de estatística e bancos centrais. Em cenários assim, o cidadão comum busca alternativas para preservar valor, transacionar com previsibilidade e escapar da burocracia e da volatilidade dos sistemas tradicionais.

É exatamente nesse contexto, onde a necessidade é real e a adoção é crescente, que os bancos descentralizados prosperam. Eles unem autocustódia simplificada, contas globais multimoeda, cartões internacionais, rendimento automático em dólar e a capacidade de transitar entre bancos tradicionais e wallets com total fluidez.

A inovação não está apenas nas funcionalidades, mas na forma como essas soluções reimaginam o sistema financeiro a partir dos problemas concretos das pessoas. Para públicos desbancarizados ou com acesso limitado a serviços financeiros, isso deixa de ser conveniência: torna-se infraestrutura essencial para participar da economia digital.

WHO UR

O UR é um dos projetos que melhor representa a nova fase do setor. O aplicativo reúne conta global multimoeda, stablecoins, pagamentos internacionais, autocustódia e integra tudo em um só ambiente. A proposta central é dar ao usuário controle real sobre como movimenta, guarda e converte valor.

Ao abrir a conta, o usuário passa por um processo de KYC padrão e recebe acesso a uma conta bancária suíça com IBAN próprio, dentro da regulação da Suíça. O sistema permite movimentar CHF, EUR, HKD, JPY, RMB, SGD e USD com a fluidez de uma conta digital comum. Isso cria uma ponte direta entre o mundo bancário e o on-chain, sem complicação técnica.

A experiência é simples desde o início. O UR permite depósitos e saques para bancos tradicionais, transferências via Mantle, Ethereum, Arbitrum, Base ou Monad e oferece um cartão global que converte criptomoedas em moeda local de forma prática. A ideia é que qualquer pessoa consiga usar o aplicativo no dia a dia, sem precisar entender blockchain.

Durante a campanha atual, todos os usuários que abrirem sua conta recebem três meses do plano PRO. Na prática, isso coloca o acesso completo como padrão para quem entra agora. O plano PRO libera conversões cripto–fiat sem taxas, transferências internacionais via SWIFT e SEPA sem custos adicionais, limites altos e o cartão exclusivo do plano. É o jeito mais direto de testar o UR em sua capacidade total e entender como ele aproxima o sistema bancário do universo on-chain.

Hoje, o plano PRO funciona na prática como a experiência principal do UR. É nele que estão as ferramentas usadas por quem recebe em stablecoins, viaja com frequência ou opera em mais de uma moeda. A conta Basic segue como porta de entrada, mas o foco é entregar o plano PRO como padrão para toda a base durante a campanha.

Outro ponto importante é o rendimento automático para quem mantém USDE, a stablecoin da Ethena, na Mantle. O APY gira em torno de 4 por cento ao ano. O usuário recebe rendimento sem travar fundos e sem lidar com camadas extras de DeFi. É uma forma direta de deixar o dinheiro trabalhar enquanto segue disponível.

No fim, o UR junta conta global, carteira, câmbio, cartão internacional e rendimento em dólar dentro de um único aplicativo. Uma solução alinhada à rotina da América Latina, onde estabilidade e mobilidade financeira fazem diferença real no dia a dia.

UR AT DEVCONNECT

 Durante a Devconnect, o UR reforçou seu papel como um dos atores mais ativos no ecossistema latino-americano, aproximando-se diretamente das comunidades que constroem, operam e influenciam o futuro das finanças descentralizadas.

A programação refletiu essa intenção. O jantar cultural argentino, realizado em parceria com a Cryptonomads, reuniu builders de diferentes partes do mundo em um ambiente de troca genuína. Na AdoptionCon, o COO do UR, Neo Liat Beng, participou de um painel sobre DeFi Banks ao lado de outros líderes do setor, ampliando o debate sobre como projetar contas globais mais seguras, acessíveis e pensadas para usuários reais.

A série de ativações se encerrou com um brunch voltado a founders e builders, um espaço propositalmente desenhado para apresentar iniciativas, construir conexões estratégicas e abrir caminhos de colaboração contínua.

No centro de tudo isso está a visão do UR: ser percebido não apenas como um aplicativo, mas como infraestrutura. Uma camada que possibilita que builders, comunidades, protocolos e usuários operem em um modelo de finanças verdadeiramente global, simples e baseado em blockchain.

UR LEARNING

A atuação do UR na LATAM revela aprendizados valiosos sobre expansão, produto e comportamento do usuário, especialmente quando olhamos para a realidade brasileira.

O primeiro ponto é o processo de KYC. Hoje, o passaporte aparece como documento central de verificação, mas essa abordagem acaba restringindo o alcance do produto. No Brasil, apenas uma pequena parcela da população possui passaporte, e boa parte das viagens no Mercosul sequer o exige. Na prática, isso cria uma barreira desnecessária para milhões de potenciais usuários.

O cenário aponta para uma oportunidade clara: um KYC mais alinhado ao cotidiano local, baseado em RG e CNH, que são os documentos presentes na vida da grande maioria dos brasileiros. Essa mudança não é apenas um ajuste operacional, representa uma nova fase de evolução do app, permitindo que o UR alcance escala real no país, sem dificuldades para os usuários.

O segundo ponto envolve privacidade. Em modelos de bancos descentralizados, pagamentos realizados com cartões on-chain podem revelar padrões de consumo, horários, valores e até relacionar carteiras a identidades reais, o que naturalmente gera preocupações. À medida que o setor amadurece, cresce a necessidade de mecanismos que conciliam transparência da blockchain com proteção efetiva ao usuário, evitando exposição de patrimônio ou hábitos de vida.

Esses aprendizados mostram que a LATAM não é apenas um mercado promissor, mas um ambiente que exige sensibilidade cultural e adaptação profunda. Os bancos descentralizados não nasceram aqui, mas encontraram na região o terreno ideal para acelerar. E o UR está exatamente nesse ponto de inflexão: traduzindo o potencial do DeFi em soluções práticas, enquanto evolui para atender milhões de pessoas de forma mais acessível, segura e próxima da realidade local.

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