🔲 O Fim das Redes Sociais On-Chain?

Redes sociais on-chain (SocialFi) buscam um segundo ato, bancos tratam cripto como ameaça existencial e o capital institucional recua com o macro mais duro.

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Você está no Modular DailyNews Edição #172 - segunda, 26 de janeiro de 2026
(Entre ciclos, quem constrói sobrevive.)

🧠 SocialFi entra em reset após mudanças em Farcaster e Lens e falha em romper a bolha cripto.

🏦 Bancos veem cripto como ameaça existencial, com stablecoins e tokenização pressionando o modelo tradicional.

🔻 ETPs cripto têm saídas de US$ 1,7 bi, maior resgate desde novembro de 2025.

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SocialFi morreu ou está só se reinventando

As recentes mudanças de controle em Farcaster e Lens Protocol, que passaram respectivamente para Neynar e Mask Network, reacenderam o debate sobre o futuro das redes sociais descentralizadas. Apesar de terem atraído capital relevante e investidores de peso, os dois projetos não conseguiram romper a bolha cripto nem competir com plataformas web2 em escala, engajamento e efeito de rede, o que levou parte do mercado a enxergar essas transições como o fim de um primeiro ciclo do SocialFi.

Investidores e analistas se dividem entre ver o setor como praticamente encerrado ou apenas em fase de reset. Críticas recorrentes apontam excesso de incentivos financeiros, fricção de uso e falta de produtos realmente atraentes para usuários comuns. Ainda assim, alguns construtores e fundos acreditam em uma segunda onda mais focada em produto, experiência do usuário e monetização nativa, com blockchain ficando “invisível” no uso final. O debate ganhou novo fôlego após Vitalik Buterin afirmar que pretende voltar a usar e apoiar ativamente redes sociais descentralizadas, sugerindo que o setor pode não estar morto, mas apenas entre ciclos.

CEO da Coinbase diz que grandes bancos veem cripto como ameaça existencial

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou que executivos de alguns dos maiores bancos do mundo já tratam o cripto como prioridade número um e um risco existencial para seus modelos de negócio. Segundo ele, o avanço de stablecoins e da tokenização de ativos pode permitir que empresas e usuários movimentem valor e acessem investimentos sem intermediação bancária tradicional.

Durante o Fórum Econômico Mundial, Armstrong destacou que tokenização, stablecoins e IA dominaram as discussões, com potencial para ampliar o acesso a investimentos para bilhões de pessoas fora do sistema financeiro. Ele também apontou um ambiente político mais favorável nos EUA, citando iniciativas regulatórias como o CLARITY Act, e projetou que agentes de IA devem usar stablecoins como meio padrão de pagamento, acelerando a pressão competitiva sobre os bancos.

ETPs cripto têm maior saída desde novembro de 2025 com piora do macro

Os ETPs (Exchange-Traded Products) globais de criptomoedas, produtos negociados em bolsa que oferecem exposição a cripto como ETFs e ETNs, registraram saídas líquidas de US$ 1,7 bilhão na última semana, o maior resgate desde novembro de 2025, segundo a CoinShares. O movimento praticamente anulou os fluxos positivos da semana anterior e reflete a rápida mudança no posicionamento institucional diante de juros mais altos por mais tempo e queda nos preços.

Os produtos ligados ao Bitcoin lideraram as retiradas, com US$ 1,09 bilhão, seguidos pelos de Ethereum, com US$ 630 milhões, sinalizando uma postura mais defensiva dos investidores. A exceção foi Solana, que atraiu US$ 17,1 milhões em aportes, além de entradas pontuais em produtos de Chainlink, mesmo em um ambiente macro mais adverso.

🟢 Ethereum domina o crédito on-chain
Token Terminal

Token Terminal

O gráfico mostra o volume de empréstimos ativos on-chain, com o Ethereum concentrando cerca de US$ 28 bilhões, aproximadamente 10 vezes mais do que qualquer outra rede. A linha do Ethereum se distancia claramente do resto ao longo do tempo, indicando escala real em lending e borrowing, enquanto as demais seguem marginais. Em termos simples: quando o assunto é crédito cripto funcionando de verdade, a liquidez escolhe um lado.

Por que isso importa agora: empréstimos ativos medem capital realmente emprestado e rendendo juros, não apenas depósitos parados. O gráfico sugere que o Ethereum segue como infraestrutura preferida para DeFi de crédito, onde segurança, liquidez e confiança importam mais do que promessas de throughput. Historicamente, mercados de crédito tendem a se concentrar onde o risco é mais previsível.

💬 Crédito não gosta de novidade, gosta de segurança e escala 🏦📈

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Aave V4: o fim da liquidez fragmentada no DeFi

Por Nett0

Desde seu surgimento em 2017, ainda como ETHLend, a Aave se tornou uma das infraestruturas mais importantes do DeFi. Foi pioneira em empréstimos peer-to-peer no Ethereum e, ao longo dos anos, estabeleceu padrões para borrowing e lending não custodial, acumulando bilhões em TVL.

Com as versões V2 e V3, o protocolo introduziu inovações como flash loans, E-Mode, Isolation Mode e mecanismos avançados de gestão de risco. Essas evoluções aumentaram a eficiência do capital, mas também evidenciaram um limite estrutural: a fragmentação da liquidez.

O Aave V4 surge como uma resposta direta a esse problema, adotando uma arquitetura modular e escalável que separa liquidez de decisões de risco, permitindo novos mercados sem comprometer a segurança do sistema.

O limite do modelo do Aave V3

No Aave V3, cada mercado funciona com um pool de liquidez isolado. Quando um usuário fornece stablecoins, esse capital passa a garantir todos os colaterais aprovados naquele mercado.

Isso cria um trade-off inevitável. Quanto mais ativos listados, maior a eficiência, mas também maior o risco agregado para os fornecedores. Usuários conservadores acabam expostos a ativos que não escolheram, enquanto novos colaterais enfrentam barreiras para serem listados sem afetar todo o pool.

O resultado é um sistema robusto, porém pouco modular e altamente dependente da curadoria da DAO.

A virada do Aave V4: Hub e Spoke

O Aave V4 separa duas funções que antes estavam acopladas: armazenamento de liquidez e gestão de risco.

Os Liquidity Hubs concentram ativos emprestáveis como USDT, USDC e GHO em pools unificados. Já os Spokes definem as regras de cada mercado, incluindo colaterais aceitos, parâmetros de risco e lógica de liquidação.

Um mesmo depósito pode ser utilizado por múltiplos Spokes, desde que cada um tenha uma linha de crédito aprovada pela governança. A liquidez é compartilhada, mas o risco permanece isolado por mercado.

Como funcionam os Liquidity Hubs

Os Hubs são responsáveis apenas por armazenar liquidez, aplicar limites de alocação e manter a contabilidade do sistema. Eles não definem taxas nem regras de empréstimo.

A governança estabelece credit lines para cada Spoke, determinando quanto de liquidez pode ser acessado. Esses limites são aplicados automaticamente, impedindo que um mercado afete os demais.

O papel dos Spokes

Os Spokes concentram toda a interação com o usuário. Eles gerenciam depósitos, empréstimos, colaterais, liquidações e oráculos.

Cada Spoke pode ser configurado para um caso de uso específico. Alguns aceitam apenas colaterais conservadores, outros listam ativos experimentais com limites estritos, enquanto Spokes focados em RWA podem implementar regras compatíveis com exigências regulatórias.

As posições dos usuários são sempre isoladas por Spoke.

Mais eficiência de capital

No V4, a liquidez deixa de ficar presa a mercados específicos. Um único pool pode atender múltiplos mercados simultaneamente, respeitando limites de risco.

Isso melhora a utilização do capital e elimina o problema de bootstrap de liquidez. Novos mercados podem nascer com acesso imediato a depósitos existentes, desde que aprovados pela governança.

Gestão de risco mais precisa

O risco passa a ser tratado no nível correto, o Spoke. Problemas em um mercado não se propagam para outros nem comprometem o sistema como um todo.

Além disso, o V4 introduz Risk Premiums, permitindo que os juros reflitam a qualidade do colateral. Usuários com ativos mais seguros pagam menos, enquanto colaterais mais arriscados geram custos maiores.

Aave como infraestrutura para builders

O Aave V4 abre espaço para desenvolvedores externos criarem seus próprios Spokes com lógica personalizada. Uma vez aprovados pela DAO, esses mercados passam a acessar a liquidez existente da Aave sem precisar construir tudo do zero.

Isso transforma o protocolo em uma infraestrutura financeira modular, capaz de suportar desde crédito institucional até novos experimentos de DeFi.

O que o Aave V4 viabiliza

O Aave V4 encerra a era da liquidez fragmentada. Fornecedores veem seu capital operar em múltiplos mercados ao mesmo tempo. Tomadores acessam produtos mais específicos, com custos alinhados ao risco real.

Mais do que uma nova versão, o V4 redefine como o DeFi pode escalar: não criando mais pools, mas compartilhando liquidez de forma inteligente, modular e sustentável.

Fonte: stablewatch.io

Pepe Holmes é a coluna de opinião da DailyNews, escrita por builders e entusiastas do universo cripto. As ideias expressas são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, a visão da Modular Crypto.

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Satoshi disse:
“Se você não acredita em mim ou não entende, não tenho tempo para tentar te convencer, desculpa.”

Ainda assim, em alguns momentos eu me pego tentando convencer as pessoas… (continua no post)

Brian Armstrong

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