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🔲 MegaETH lança Mainnet e Desafia a Ethereum
MegaETH aposta em performance extrema no exato momento em que o Ethereum questiona a dependência de rollups.
GM GM!
Você está no Modular DailyNews Edição #183 - terça, 10 de fevereiro de 2026.
(Quando a tese muda, quem lança infraestrutura testa o limite do consenso.)
🚀 MegaETH lança mainnet prometendo latência mínima, entrando no debate entre performance radical vs. fragmentação do ecossistema Ethereum.
🧠 Vitalik Buterin redesenha o papel do Ethereum na era da IA, defendendo coordenação, privacidade e “defensive acceleration” em vez de corrida por AGI.
🇧🇷 Avenia capta US$ 17M para escalar infraestrutura regulada de stablecoin em real (BRLA) no Brasil e fora.
🕵️ Pepe Holmes por 0xTakeProfits: Polymarket não cabe mais na Polygon, app chain dedicada vira inevitável quando o gargalo passa a ser infraestrutura.
📺 Vídeo Novo - Estado DeFi: lançamento da MegaETH, leitura de mercado e airdrops realmente no radar.
e muito mais na edição de hoje…
🔲 Esta edição é apresentada por Modular Crypto
Pesquisa, curadoria e leitura estrutural do mercado cripto, antes de virar consenso.

MegaETH lança mainnet em meio ao debate sobre como escalar o Ethereum

A MegaETH lançou oficialmente sua mainnet pública, entrando em cena justamente quando o ecossistema do Ethereum vive uma reavaliação profunda sobre seu modelo de escalabilidade. O projeto se apresenta como uma blockchain de altíssimo desempenho, inicialmente divulgada como uma L2 “em tempo real”, com ambição de ultrapassar 100 mil transações por segundo, aproximando a experiência onchain da fluidez de aplicações web tradicionais, um contraste forte com o throughput atual do Ethereum.
O lançamento coroa uma trajetória meteórica. A desenvolvedora MegaLabs levantou US$ 20 milhões em seed em 2024, liderada pela Dragonfly, e depois realizou uma venda de tokens de US$ 450 milhões, uma das maiores do setor em 2025, com apoio de nomes como Vitalik Buterin e Joe Lubin. O token MEGA estreia com desbloqueio gradual, atrelado ao uso da rede, sinalizando cautela na distribuição inicial.
O timing é simbólico. Enquanto Buterin questiona a dependência excessiva de rollups e defende mais investimento no layer 1 para reduzir fragmentação, a MegaETH aposta no extremo oposto: performance radical e baixa latência como diferencial central. Na prática, o projeto se posiciona no centro da disputa entre quem vê as L2s como indispensáveis e quem acredita que elas espalharam liquidez e usuários demais. A mainnet da MegaETH testa, em produção, se ainda existe demanda real por cadeias ultra-rápidas que empurrem os limites do design atual do Ethereum.

Vitalik desenha o papel do Ethereum em um futuro dominado por IA
Vitalik Buterin apresentou uma visão mais pragmática sobre como o Ethereum pode se encaixar em um futuro dominado por inteligência artificial. Em vez de tratar o avanço da IA como uma corrida inevitável rumo à AGI, Vitalik defende que o papel do Ethereum está em orientar a direção desse progresso, priorizando privacidade, descentralização e escolhas conscientes. Para ele, o valor do blockchain não está em “acelerar tudo”, mas em criar estruturas que permitam coordenação e confiança em um ambiente cada vez mais automatizado.
No curto prazo, isso se traduz em aplicações concretas: ferramentas para interação trustless com sistemas de IA, mecanismos onchain para coordenação econômica entre agentes autônomos e o uso de IA para escalar governança, verificação e mercados, como DAOs e prediction markets. A lógica é usar a IA para ampliar o julgamento humano, não substituí-lo e reforçando o que Vitalik chama de defensive acceleration: tecnologia a serviço da resiliência social e da distribuição de poder. Em suma, menos foco em superinteligência abstrata e mais em infraestrutura prática para um mundo onde humanos e IAs coexistem.

Avenia capta US$ 17 milhões e reforça infraestrutura de stablecoin em real no Brasil
A Avenia, fintech emissora da stablecoin BRLA, anunciou a captação de US$ 17 milhões (cerca de R$ 90 milhões) em uma rodada Série A liderada por fundos globais e executivos do mercado financeiro e cripto, incluindo profissionais ligados a Santander e Coinbase. A empresa opera como uma camada de infraestrutura regulada, permitindo que outras companhias lancem produtos financeiros e soluções com stablecoins sem precisar obter licenças próprias ou construir tecnologia do zero, com contas globais em BRL, USD e EUR e pagamentos cross-border via blockchain.
A nova captação será usada para expandir a operação no Brasil, lançar produtos como cartões e soluções de yield, além de acelerar a entrada em mercados da América Latina e Estados Unidos. O movimento ocorre em meio ao aumento das exigências regulatórias no país, com o Banco Central do Brasil elevando de forma relevante o capital mínimo exigido de empresas de ativos virtuais. Nesse contexto, a Avenia busca se consolidar como parceira regulada para fintechs e empresas que querem escalar produtos financeiros globais de forma compliant, rápida e integrada.
The Future of Tech. One Daily News Briefing.
AI is moving faster than any other technology cycle in history. New models. New tools. New claims. New noise.
Most people feel like they’re behind. But the people that don’t, aren’t smarter. They’re just better informed.
Forward Future is a daily news briefing for people who want clarity, not hype. In one concise newsletter each day, you’ll get the most important AI and tech developments, learn why they matter, and what they signal about what’s coming next.
We cover real product launches, model updates, policy shifts, and industry moves shaping how AI actually gets built, adopted, and regulated. Written for operators, builders, leaders, and anyone who wants to sound sharp when AI comes up in the meeting.
It takes about five minutes to read, but the edge lasts all day.

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O Polymarket não cabe mais na Polygon
Por 0xTakeProfits

O Polymarket vai precisar da sua própria blockchain.
Na semana passada eu abri o site da Polymarket e vi algo que simplesmente não deveria existir em um produto que se posiciona como uma plataforma de trading: um banner avisando sobre instabilidade do sistema.

O problema não era o app em si, mas a blockchain sobre a qual ele foi construído: a Polygon. Isso pode parecer um “pequeno detalhe”, mas não é, especialmente quando o Polymarket já está alcançando volumes semanais acima de US$ 1,7 milhão. Nesse nível em que eles já chegaram, esses “pequenos detalhes” representam grandes riscos estruturais para a plataforma.

Fonte: @Dune | Dados por: @datadashboards
O produto e a infraestrutura.
O Polymarket não é mais só um prediction market isolado. Ele já se posiciona como a camada base de um ecossistema completo de builders que estão criando produtos que se conectam a ele: terminais de trading, ferramentas de arbitragem, bots e ferramentas de análise onchain.
Nesse panorama, depender de uma chain genérica para toda a atividade essencial de liquidação é, mais do que ineficiente, um risco de infraestrutura para um produto do tamanho do Polymarket. A Polygon é uma blockchain projetada para uso geral em DeFi, e agora também para pagamentos e stablecoins. Ela não foi desenvolvida adequadamente para a execução massiva de mercados binários, resoluções contínuas, picos de atividade movidos por eventos sazonais, como esportes, e necessidade de uptime próximo de 100%.
Os traders de prediction markets não toleram “volte mais tarde, a chain está ocupada”.

Principais projetos construindo no ecossistema da Polymarket, por volume mensal.
Fonte: builders.polymarket.com
Dono da infraestrutura.
A solução não é trocar a Polygon por outra chain. A solução é ser dono da infraestrutura sobre a qual o protocolo funciona. Uma app chain dedicada da Polymarket, que poderia ser construída usando o Polygon SDK ou seguindo um modelo mais próximo do que a Hyperliquid popularizou, resolveria esse problema.
Uma blockchain adaptada ao uso específico do Polymarket, sem competir por espaço de bloco com outras aplicações aleatórias. Dessa forma, performance previsível e uptime seriam tratados como um requisito existencial, não como uma dependência externa.
Com sua própria chain, a Polymarket definiria parâmetros de validação e políticas de upgrade e, mais importante, removeria uma dependência estrutural que hoje impõe um limite invisível ao seu próprio crescimento.
Produto, equity e token.
Existe também um ângulo legal e econômico frequentemente ignorado na criação de uma app chain própria. A Polymarket não precisa fundir negócio, infraestrutura e token.
O prediction market poderia continuar operando como uma empresa tradicional, com espaço para um futuro IPO, enquanto uma entidade separada operaria a blockchain e ofereceria infraestrutura como serviço, inclusive para o próprio Polymarket. Nesse modelo, produto, equity e token não competem entre si.
O token, se (ou quando) existir, pertence à camada de infraestrutura e se conecta diretamente à segurança da blockchain, aos incentivos econômicos e ao crescimento do ecossistema. O produto permanece focado em usuários, distribuição, liquidez e resolução eficiente.
Isso também abriria novas fontes de receita sem mexer na essência do que já existe. A Polymarket já está testando estruturas de fees nos mercados cripto de 15 minutos. Com uma app chain, receitas adicionais viriam do uso do ecossistema, de serviços de infraestrutura e do crescimento orgânico.
À medida que o ecossistema se expande, o mercado de previsão continua sendo o produto principal, enquanto a blockchain se torna uma segunda camada de monetização e de infraestrutura.
Timing importa.
Neste ponto, é importante ser honesto: construir uma app chain dedicada não é a prioridade da Polymarket hoje, e isso é compreensível. Até agora, a ausência de uma chain customizada não se tornou um gargalo direto. O crescimento de usuários continua, o produto funciona (quase sempre), e o custo de oportunidade de mudar o foco agora seria alto.

Fonte: @Dune | Dados por: @datadashboards
Neste momento, os desafios reais estão em outro lugar: concorrência crescente de mercados de previsão como Kalshi, Opinion e outros experimentando diferentes nichos, modelos e chains; a necessidade de clareza regulatória para um lançamento completo nos EUA; críticas persistentes ao modelo de resolução; e a distribuição se tornando o principal campo de batalha competitivo.
A infraestrutura não resolve competição crescente, falta de regulação ou desafios de distribuição. E também não corrige um modelo de resolução questionável.
Mas existe uma ordem natural para enfrentar esses desafios.
Quando a pressão competitiva se estabilizar, a regulação ficar mais clara, a resolução melhorar e a distribuição rodar de forma previsível, o próximo gargalo não será mais produto, mercado ou crescimento. Será infraestrutura.
Aí, sim, construir uma app chain da Polymarket deixa de ser opcional e se torna o próximo passo inevitável para sustentar a demanda crescente, a confiabilidade dos usuários e o ecossistema que já está se formando ao redor do produto.
Não é uma questão de se, mas de quando a prioridade muda.
Quem está aqui há tempo suficiente sabe: movimentos assim raramente se anunciam antes de acontecer, mas os sinais estão aí para quem quiser ver.
Pepe Holmes é a coluna de opinião da DailyNews, escrita por builders e entusiastas do universo cripto. As ideias expressas são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, a visão da Modular Crypto.
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🐰 LANÇAMENTO DA MEGAETH E AIRDROPS NO RADAR
📺 No novo Estado DeFi, a mesa Guelfi, Crypto Sincero e Tiago Vilela entram direto no que está chamando atenção agora o lançamento da MegaETH, o que muda no ecossistema e quais airdrops realmente valem foco neste momento.
Também rola leitura de mercado, timing de oportunidades e sinais que ajudam a separar projetos em início de curva do que já ficou pra trás.

Dor latente volta ao mapa

Glassnode
O gráfico mostra a perda não realizada relativa do Bitcoin, ou seja, a parcela do market cap que está abaixo do preço médio de compra dos investidores. Com o BTC em torno de US$ 70 mil, cerca de 16% do valor de mercado está em prejuízo não realizado, um nível que lembra a estrutura vista no início de maio de 2022. Em termos simples: uma fatia relevante do mercado está segurando posições no vermelho, mas sem capitular totalmente.
Por que isso importa agora: perdas não realizadas altas indicam pressão psicológica, não venda efetiva. Historicamente, esses regimes aparecem em fases de transição, quando o mercado testa convicção antes de escolher direção. O gráfico sugere desconforto real, mas ainda distante de pânico extremo visto em fundos de ciclo.
💬Não é capitulação, é teste de nervo 🧠📉

🏦 A Casa Branca decide hoje o destino da legislação cripto em reunião-chave
JPMorgan, Bank of America, Wells Fargo, Coinbase, Ripple e Circle sentam à mesa para discutir yield em stablecoins e tokenização.
A clareza vem nas próximas horas. 🔥

🗞️ Confira as últimas do mercado:
Brasil estuda IOF de até 3,5% sobre Bitcoin e stablecoins
Taxar cripto como câmbio muda o custo estrutural de uso, empurra offshores e redefine arbitragem regulatória no país.
Relatório da Câmara propõe isenção total de IR + reserva soberana de 1M BTC
Proposta agressiva que mistura política fiscal, monetária e geopolítica em um único movimento.
China amplia repressão a stablecoins e tokenização (RWAs)
Ataque direto ao eixo RWA + dólar sintético + liquidez offshore asiática.
Casa Branca coloca destravamento do CLARITY Act na agenda
Pode finalmente definir o regime regulatório federal de cripto nos EUA.
Fed confirma rollout de “skinny master accounts”
Cripto e fintechs mais próximas da infraestrutura core de pagamentos.
Mineradora Cango vende US$ 305M em BTC para pivotar para IA
Mineração vira fase transitória rumo a HPC, data centers e IA.
Ledger integra DEX da OKX diretamente na wallet
Self-custody evolui para trading integrado com padrão institucional.
Ripple defende compliance como motor do DeFi institucional no XRPL
DeFi permissionado como ponte real com bancos e infraestrutura legada.
Polymarket processa Massachusetts em disputa regulatória
Caso-teste que pode redefinir o futuro dos prediction markets nos EUA.
Jump Trading vira market maker da Polymarket e Kalshi por participação
Institucionalização pesada dos mercados de previsão.
ETHZilla tokeniza fluxo de caixa de motores aeronáuticos
RWA produtivo, com cashflow real, fora da bolha especulativa.

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